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Abril 30, 2019by filcris

Facebook pode ter mais utilizadores falecidos do que vivos dentro de 50 anos

As redes sociais, são cada vez mais úteis e indispensáveis para dar a conhecer e criar uma relação mais direta com os seus clientes. Vieram para ficar, fazem parte da nossa cultura atual e ao que parece nas futuras estão de pedra e cal. Por isso a sua empresa deve ter um registo profissional nas redes sociais, é uma forma simples e gratuita para melhorar a sua visibilidade online e garantir que a sua empresa é ativa e recomendada.

O número de utilizadores do Facebook mortos pode vir a ser superior ao de utilizadores vivos dentro de 50 anos, de acordo com uma investigação do Instituto de Internet de Oxford (OII).

Tendo por base os dados de 2018, os autores do estudo concluíram que pelo menos 1,4 mil milhões dos atuais 2,3 mil milhões de utilizadores do Facebook irão morrer antes de 2100, sendo que, seguindo o ciclo natural de vida, o número de mortos ultrapassaria o de vivos por volta de 2070. No entanto, tendo em conta que é pouco provável que o número de utilizadores da rede social se mantenha igual ao que se verifica agora, é possível que esse ponto venha a ser atingido ainda antes.

Carl Ohman, o principal autor da investigação, considera que “estas estatísticas levantam novas e difíceis questões sobre quem tem direito a todos esses dados, como devem ser administrados no melhor interesse das famílias e amigos do falecido, e sobre o seu uso por futuros historiadores para entender o passado”.

O Facebook revelou recentemente que cerca de 30 milhões de utilizadores visitam mensalmente os perfis de pessoas falecidas, para comemorar datas ou deixar dedicatórias. Nesse sentido, a rede social de Mark Zuckerberg introduziu novas ferramentas para os familiares gerirem as contas de pessoas falecidas e uma nova aba dedicada para que amigos possam honrar a sua memória.

O co-autor do estudo, David Watson, defende que o Facebook deveria permitir o acesso de historiadores e outros investigadores aos dados de utilizadores falecidos, como forma de melhor compreender a história. Para David Watson, “nunca antes um arquivo tão vasto do comportamento e cultura humana esteve reunido num só lugar. Controlar esse arquivo será, de certa forma, controlar nossa história”.

Até hoje, nenhuma das grandes empresas tecnológicas parece ter encontrado a forma ideal de lidar com este tipo de situação. A questão é delicada, já que existe uma linha muito ténue entre o respeito pela privacidade dos mortos e a possibilidade dos seus familiares fazerem a gestão póstuma desses dados, bem como as respetivas homenagens ao utilizador falecido.

 

 

Escrito por: Sapo Tek - 29.04.19